sábado, 7 de julho de 2012

Sete. 
Infinito. 
Para sempre.

"Acreditas em amor à primeira vista?"

Outubro. Vejo o mundo com um novo par de olhos. É como se tivesse feito um reset de tudo aquilo que costumavam ser as minhas prioridades e as minhas preocupações no mundo real, apagando tudo o que estava a mais na minha mente. Permiti-me um novo começo... Acho que mereço.
Um novo ambiente. Novas pessoas. E a insegurança de um total desconhecimento da terra que piso. A minha cabeça previne-me quanto ao que seria o ofendículo de uma mina em pleno "campo de batalha", mas ao mesmo tempo leva-me a dar um passo em direcção ao desconhecido, porque no final de contas, a curiosidade acaba por ser superior ao medo. E foi aí que as marés mudaram.
Alto, olhos azuis esverdeados, sorriso de orelha a orelha, confiança no andar. Os nossos olhares cruzam-se por um momento. Apenas um momento. Foi o que bastou.
- Parece que o universo me está a dar razões pra ficar... 

"Todas as histórias de amor valem a pena, desde que sejam verdadeiras. Só precisas de lhes conhecer as fronteiras, e dar um salto de fé."

Novembro. Dezembro. Janeiro. Fevereiro. Um apagão total. A conformidade para com um (pseudo) amor que de amor nunca teve nada. Um amor que nunca existiu. Existiu conformismo, confortabilidade, mas nunca amor. Meses passaram numa velocidade irreal em que eu permanecia impávida, mas não serena. Isto não chega... Já não chega. Quero mais. Quero aquele olhar. Quero-o a ele. 

"Quere-lo? Vai buscá-lo. Se há alguém capaz disso, és tu. Contigo nada é impossível."

Março. Pela primeira vez em anos sentia-me feliz. Sentia-me em paz para comigo mesma. Estava completa e totalmente disponível para tudo o que estivesse para vir. Pela primeira vez na vida não tinha absolutamente nada a agarrar-me fosse ao que fosse. Nem passado, nem medos, nem inseguranças. Nada. 
- Olha que giro, combinou as meias com a camisola e os ténis!
Mal sabia eu que tal preocupação com a combinação da indumentária era devida à minha presença. Olhares. Sorrisos. A forma como eu me sinto atraída é absolutamente ridícula. Sinto-me uma miúda a perseguir o rapazinho que gosta de jogar à bola e olha para a vida e tudo em seu redor de uma forma absolutamente despreocupada.
- Lá vem o Rock e a amiga!
- Muito gostas tu do Rock e da amiga, cheira-me a esturro...

"Estás a ver aquele rapaz ali? Um dia vai ser meu."

Abril.
- Ahhhh, és engraçada, sabias?
É incrível como temos a habilidade de falar com uma pessoa durante umas horas, e parecer que a conhecemos a vida inteira. Falar só porque sim, porque não? É incrível como alguém por quem passámos mais de mil vezes nos últimos meses pode corresponder tanto com a metade que nos falta. Sinto que andei a vida inteira à procura de alguém como tu. Que me compreende. Que se ri genuinamente das minhas piadas parvas. Que perde horas a tentar fazer-me rir com as coisas mais simples.

"Que olhos de apaixonada são esses? Muito te ris tu para o telemóvel..."

Maio. Rimo-nos por tudo e por nada. Cada vez gosto mais de ti. Todos os dias parece que vou descobrindo coisas novas que me fazem acreditar que, lado a lado, seriamos imbatíveis. És o homem perfeito.
- Olá! Espera aí 2 segundos...
- És alto... Que é isto?
Promessas cumpridas. Conversas sobre tudo e sobre nada. Sorrisos matinais. Borboletas na barriga. Pouco a pouco os astros foram-se alinhando. E foi aí que chegou...

O mágico sete.

Mais sorrisos matinais. Mais borboletas na barriga. Acho que até ao dia de hoje foste a única pessoa que conseguiu fazer com que eu acordasse mais cedo só para desfrutar do prazer da tua companhia mais um bocadinho. Chorar de tanto rir das aventuras do teu pai. Passear por Lisboa, a partilhar um chapéu de chuva contigo. Levei-te a ver Lisboa através dos meus olhos (apesar de termos dois emplastros connosco, *cof*). Chorar de tanto rir na viagem de autocarro porque um senhor resolveu fazer caretas para nós dois enquanto uma velhota barafustava porque a paragem estava completamente inundada. Andar às voltas pela Expo contigo (agora só nós dois). Falar de tudo e mais alguma coisa. Contei-te coisas que até aos dias de hoje não confio a grande parte dos meus melhores amigos. Porque contigo, não sei... Tudo é mais fácil. Tudo parece fazer sentido.
Fomos ao cinema, ver um filme nada romântico, mas que há-de ficar na minha memória pelos próximos anos. Beijos na cara. Sorrisos. Insististe em levar-me a casa. Cavalheirismos teus. Da mesmo forma que insistes em abrir-me as portas, pagar as contas, ou rapar um frio desgraçado para me dares o casaco e eu estar quente.
Levaste-me a casa a pé, e ainda chovia, mas a conversa estava tão interessante que a chuva já tinha deixado de importar à muito tempo. Chegámos. Comecei a achar que se calhar só eu é que via ali alguma coisa, e a perder a esperança, mas depois... Quando me ia embora, agarraste-me pela cintura, e beijaste-me.
- Calma...
Conseguia sentir as gotas de chuva a deslizarem pela minha face. À chuva tudo parece ainda mais mágico. Beijaste-me. Nem queria acreditar. Mas depois abri os olhos, e olhavas para mim com esses teus olhos doces e perscrutantes que tanto me enfeitiçaram desde o início. Despedimo-nos. Nem queria acreditar. Eras meu.

"Todos os dias me fazes apaixonar mais por ti... És tão mais incrível do que eu alguma vez idealizei que serias."

O primeiro beijo foi seguido de outras primeiras coisas. E assim, Maio passou a voar, enquanto me fazias ficar mais e mais apaixonada por ti... Pelas tuas piadas tontas sobre as coisas mais aleatórias, e a tua necessidade quase compulsiva de me proteger de tudo e de todos.
- Eu protejo o que gosto, portanto é normal que me preocupe contigo, não?

"A única coisa que quero mudar em ti, é o teu último nome."

Junho. Julho. Digo-te com franqueza que as coisas não podiam estar melhores. Amo-te, Pedro. Amo-te com tudo o que tenho. Amo-te, de corpo e alma, sem limitações, sem inseguranças, sem obstáculos. Eu e tu. Nós. Sempre.
À uns meses atrás neste mesmo dia estávamos nós a dar os primeiros passos naquilo que se tem vindo a transformar no nós. Não me arrependo de um único passo que dei até ao dia de hoje, porque me levou até ti. És, sem dúvida, a melhor coisa que aconteceu na minha vida. És tudo para mim.
Espero que venham muitos mais setes mágicos porque, sem ti, já nada faz sentido... Amote! (sem hífen, para que nada nos separe).

Sete.
Infinito.
Hoje...
...E para sempre,
Amote.

1 comentário:

Ana de Oliveira disse...

Descobri o teu blogue através da minha genialidade, li isto tudo e agora estou deveras chateada contigo! Está uma pessoa já para aqui com as lágrimas nos olhos com as coisas lindas que tu escreves! Estou a falar mesmo a sério, isto não tem nada de exagero. Se tem é até de eufemismo. A sério, ninguém merece mais que tu, ser feliz. Acho que és das pessoas que mais faz por isso e merece um homem que esteja lá e te trate como a princesa que tu és. Desejo que isso nunca mais acabe, que sintas essas borboletas para sempre! És linda, mereces tudo de bom!